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13.11.2017

Festa do Povo Paranaense: respeito ao passado e esperança no futuro

Mais uma vez, a Festa do Povo Paranaense se superou e comprovou que é um dos momentos mais significativos do calendário da Escola Anjo da Guarda. Realizada no dia 11 de novembro, a Festa marcou a conclusão do trabalho desenvolvido ao longo do ano sobre a formação do povo paranaense com os alunos do 4º Ano, das professoras Gilda, Zuri e Ceres.

Este ano, estiveram representados os Povos Africanos, Povos Indígenas, Alemães, Espanhóis, Holandeses, Italianos, Japoneses, Poloneses, Portugueses, Ucranianos, Sírios e Libaneses. A abertura da festa foi com as crianças cantando músicas típicas de todas as etnias, acompanhadas das professoras de Música Andrea e Dany. Em seguida, cada grupo recebeu em seu estande os visitantes, que puderam conhecer uma pouco mais sobre a cultura, personagens e histórias de cada povo. No estande dos indígenas, por exemplo, ocorreu uma curiosidade: a foto do índio que serviu de cenário para o espaço foi autorizada para ampliação (3 x 2 metros) pelo fotógrafo Ricardo Stuckert, que em breve lançará um livro com as fotos de índios da Amazônia. A Ângela, mãe da Pamela, entrou em contato com o profissional, que adorou a ideia do projeto e acabou por doar três fotos em alta resolução para o grupo. Na opinião da Ana Cristina Abrão, mãe do “índio” Felipe, esse projeto é uma forma de as crianças (e os pais) aprenderem a respeitar todos os povos e conhecerem como é interessante e diferente a história de cada um deles. “Sou muito fã desta festa!”, afirma Ana Cristina.

É sempre bom lembrar que a festa, antigamente batizada de Feira dos Imigrantes, teve a inclusão dos povos indígenas e africanos graças à ideia da diretora Vera Miraglia, que sempre defendeu a valorização dessas culturas como parte fundamental da formação do povo paranaense.

Na sequência, sob a coordenação das professoras Ângela e Fran, houve apresentação de danças típicas por grupo e também uma coreografia onde todos os povos dançaram juntos, numa alegre e simbólica confraternização entre as raças. Para o Guilherme Costa, pai da “sírio-libanesa” Gabriela, o mais bacana do projeto foi o envolvimento de toda a família em torno de um tema e o relacionamento criado com as famílias do grupo. “As crianças adoraram ver os pais montando o estande e trabalhando em equipe junto com os filhos. O resultado foi muito legal para todos”, garante o pai da Gabriela.

Entre uma apresentação e outra, os presentes puderam conferir as árvores genealógicas de todos os alunos, expostas na Catedral de forma muito interessante e caprichada, e também a pesquisa que eles realizaram sobre os povos do Paraná. “Um trabalho valioso!”, destaca a diretora pedagógica do Anjo da Guarda, Luci Serricchio, que, às vezes, assume a máquina de costura a fim de garantir que todos os detalhes da festa sejam valorizados.

E como “saco vazio não para em pé”, a praça de alimentação encerrou a festa lotada, com os convidados se deliciando com os quitutes e as delícias das mais variadas culinárias étnicas.

Como bem disse a Andrea, professora de Música, “a Festa do Povo Paranaense é um momento de honrar e respeitar nossos antepassados por terem saído de suas terras natal e contribuírem para a formação da nossa cultura”. Agradecemos a presença de todos e, em especial, a participação dos alunos, pais e professoras que tanto se envolvem para que a Festa do Povo Paranaense seja cada vez mais bonita, educativa e emocionante!

Felipe e a mãe Ana Cristina Abrão
Guilherme Costa com a filha Gabriela
O Índio, do fotógrafo Ricardo Stuckert
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